terça-feira, 26 de maio de 2015

Paz com lua pimenta
Lagartixa , mourisca sol
Pomba , violas , bundas
Risos, canto, rebolados
Viola, violão , doutor
Sax, sacana canção
Gasolina$ safados, ditador
enxadão da obra, Adoniram
Torresmo a milanesa , Italia.
Cipriano, Tiprianos, Chiprianos
Austria,castelo
Passarinho, club andorinha da madrugada
Notícia ruim
Espontaneidade
djavan paixão
Noel rosas rosas rosas








Continuo vivo e muito
Sinto muito!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Odeio queima de fogos! Polui o ar e os meus ouvidos.

Se nós somos a semelhança de Deus estou desconfiado.
Deus deve ser bem melhor!
Sou mais as águas, os ventos , o reino vegetal e a fauna pagã.
O exemplo está aqui ao meu lado.
O vizinho de baixo não dá um prato de comida para o pedinte, não quer diminuir o seu recurso.
Mas incomoda o meu sono ,da fauna e os meus vizinhos cachorros, que com a sua audição aguçada, sofrem como eu.
Na minha cama, no conforto do meu ventilador, acordo com a barulhada dos fogueteiros
Na tv são as mesmas perguntas e as mesmas respostas, nem o controle remoto dá jeito.
Que 2015 seja realmente diferente !
Nas perguntas e respostas
Estou cozinhando meu andu para comer quietinho, ouvindo Beto Guedes
Estou contente neste momento de reflexão.
Acordei assistindo o pastor Waldemiro, que conseguiu me tirar lágrimas e eu percebo que sou povão.
É tanto que nas minhas buscas pela paz e entendimento, através da internet, uma boa invasão, achei uma rádio do Piaui , " A voz do radialista"
Que a virada vire mesmo.












domingo, 12 de outubro de 2014

O primeiro gibi

  Aos meus velhos 12 anos de idade, trabalhava para ganhar o pão de cada dia, e ajudar no sustento de  casa.
  Só que o adjuntório era pequeno, mas para um senhor de 12 anos é divertido brincar, sonhar. Foi então na BR 116, famosa Rio-Bahia que eu trabalhava.
  Naquele tempo que a estrada era de chão, toda esburacada, a gente tapava goteira de ônibus com palha de coco licuri
  Passou um Itapemirim, que fazia a rota do Rio de Janeiro a João Pessoa, e eu ali mostrando camisa na beira da pista, e uma garotinha linda, bronzeada e pirracenta, lançou da janela algumas páginas de um gibi, meus olhos brilharam, uma emoção tomou conta de mim.
  Olhadela na janela , eu peguei as folhas , o ônibus em zigue-zague, e eu corri 12 kilometros, fui juntando as páginas.
  Tinha um personagem que era o Zé Carioca, do Wall Disney, tinha o pato , lembro da capa até hoje, fundo rosa e as figuras coloridas, e foi uma tarde muito interessante.
  Voltei da caminhada e parei debaixo de uma ponte e passei a tarde toda lendo, esqueci do trabalho . Foi o meu primeiro gibi.
  Trabalhar na estrada não é monótono, cada dia é uma história.
  Outro dia eu conto o causo da primeira maça que comi na vida e já tinha pecado.








http://issuu.com/hotspotorlando/docs/aboutus_by_hotspotorlando___41/76?fb_action_ids=922758687737738&fb_action_types=og.shares

http://www.colorida.biz/CiprianoSouza/files/ciprianosouza.pdf

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Quintal Paulistano

 Agradeço ao varal, a este movimento dos panos.
 O lençol, a fronha, a toalha, as cuecas, calcinhas e camisetas.
 Esse vento que me trouxe e me leva ao quintal baiano na casa de minha mãe.
 Eu era criança e só queria comer no mato de baixo das arvores, sentado no chão como bicho.
 Queria ser passarinho, e a minha mãe afagava, fingia que não entendia, e pacientemente ia me acalmando, e eu continuei querendo ser passarinho.
 Aqui no quintal paulistano, as coisas se repetem.
 O varal, o pé de pau e os passarinhos.
 Passo horas  a observar suas danças, bater de asas perfeitos como uma dança.
 E eu pisando milho, indo a feira pegar frutas, já sou quase um passarinho.
 Nós somos frutos do meio , e hoje ganhei um presente do abacateiro do parque da Previdência.
 E a Lili descendo o carreiro, abraçou uma árvore belíssima, aqui tudo acontece, quintal paulistano.

Cipriano Souza
Intensidades

A palavra intensidade parece apontar ótimos caminhos para mergulhar numa interpretação do trabalho visual de Cipriano Souza. Sua obra tem na cor uma característica primordial, mas ela não se esgota em si mesma como recurso plástico. A forma de dividir as áreas da pintura, por exemplo, indica para um entendimento próprio do sentido da arte.

Criar, para o artista baiano, é visceral. Não se trata de mais uma atividade humana, mas sim daquela mobilização primeira, inata, que o leva a construir narrativas continuamente, seja pelas imagens, seja pelas palavras em sua conversa encantadora. Cipriano surge como um contador de histórias em que não há fronteiras entre o real e o imaginado.

O impulso que o motiva é de manter a mente em andamento. Provavelmente isso o leva a estar sempre disposto a oferecer ao público novas dimensões de sua própria obra, num processo de busca constante. Pequenos desenhos ou telas de maiores proporções estão nessa mesma dinâmica de não estagnar como pessoa e como artista.

A intensidade do universo de Cipriano Souza se dá num permanente sentir o mundo e devolvê-lo pelas tintas ao nosso olhar. Trata-se de um exercício habitual de combate a qualquer tipo de acomodação. O pensar e o fazer são os pilares de uma existência ergue estruturas visuais densas e alegres.

Oscar D’Ambrosio integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil). É doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp.



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A chuva para Ribeirão de Nagozin


Todos convidados para minha exposição nesta quinta feira dia 25 de setembro as 20 horas.

    Nagozin, meu amigo de infãncia, que saudades.
    Lembra daquelas caminhadas na estrada de areia vermelha, quando aproximava Penachinho, a gente pegava a estrada de areia branca.
    Aquela seca medonha, mas quando era tempo das águas, a gente saia a caminhar, para usufruir do verdume e da belezura, o perfume das flores e sabores das frutas da caatinga.
   Nunca me esqueço daquela tarde na roça de melancia, descemos a serra e fomos tomar banho no ribeirão.
   E hoje, passado um tempo, me tornei um contador de histórias através das cores. Apesar das brigas, como era bom aqueles tempos de porrada, no chiqueiro de cabras do seu Geson, mais macio que tatame e chão firme.
   Fico feliz em saber que Nagozin se tornou um grande rezador, curador de espinhela caída, bucho quebrado e outras enfermidades.
   Acho que os murros que levei na moleira que me fazem voltar a este passado.
   Reze por nós, faz umas garrafadas e reze comigo para o  ribeirão de São Paulo encher.
   Saudades.






"Nagô", nome pelo qual se tornaram conhecidos, no Brasil, os africanos provenientes da Iorubalândia. Segundo R. C. Abrahams, o nome nàgó designa os Iorubás de Ipó Kiyà, localidade na província de Abeokutá, entre os quais vivem, também, alguns representantes do povo popo, do antigo Daomé. O termo proviria do fon anago, usado outrora com o significado pejorativo de "piolhento". Isso porque, segundo a tradição, os iorubás, quando chegaram à fronteira do antigo Daomé, fugindo de conflitos interétnicos, vinham famintos, esfarrapados e cheios de piolhos. Segundo W. Bascom, o nome nàgó ou nago se refere ao subgrupo iorubá Ifo-nyin. Na Jamaica, o nome nago designa o culto de origem iorubá.— Nei Lopes na Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana.




segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Coloristas

Este final de semana teve oficina de mural com Cipriano Souza, no Morro do Querosene.
Entre eles adultos e crianças , viva os coloristas!








A moda está na paz
Viva a cromoterapia








Entregas pelo correio
Em São Paulo entregamos em algumas regiões sem custo.
Vendas na lojinha do ateliê Cipriano Souza
Rua Afonso Vaz, 454-Butantã
tel:11-34761102
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