quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Abertura da exposição 'Ensaio de opereta para as cores"

   Que alegria !
   Agradeço a todos que compareceram ao Espaço Cultural Cristal, e aqueles que não puderam,tem até 19 de janeiro de 2014 para conferir.
   Queridas Paula Amaral e Anna Pana que produziram o evento, abraço especial pela oportunidade de participar desta exposição em um espaço tão bonito.








         Agradeço a Dona Cleuza e a sua família de Boa Nova-BA, que compareceram ao evento trouxeram boas lembranças da minha terra.
Espaço Cultural Cristal
Rua Prof. Artur Ramos, 551-Jd. Paulistano
São Paulo-SP


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ensaio de opereta para as cores

    Amanhã, dia 19 de novembro, a partir das 20 horas, ocorre a vernissage da minha exposição na Pizzaria Cristal.
   Todos convidados, será uma grande festa.

End. R Prof. Artur Ramos, 551-Jd Paulistano-São Paulo-SP-Pizzaria Cristal

      Umbu, gabiraba, cavaçu, araticum, mangaba, pinha, jabuticaba, mandacaru, manga, siriguela, kiwi, melão, mamão, melancia ,carambola frutas fonte de saúde, cores e aromas que integram a composição do artista.
     A opereta é inspirada nas cores das frutas.
     Era uma vez um menino de alpercata no pé.
     Jogou as percatas fora e resolveu conhecer a energia da terra.
    Andou durante três anos descalço
    E ouvindo o canto dos pássaros sentado numa pedra debaixo de um umbuzeiro.
    Deliciando o cheiro, a cor e o sabor.
    Aí então nasceu esta opereta.
    Esse menino começou a riscar no chão.
    E hoje com o contato da música erudita
    Tem viola, violão, ganzá, pandeiro
    Aperta os dedos nas teclas de um acordeão
    Olhando para uma fruteira nasceu esta brilhante e colorida ideia.
    Aqui é igual caldo de cana , faz na hora!

CiprianoSouza

 




 
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pintura

A pintura é meu remédio
Deixe-me tomar
A cura e pans coloridos


A gente pinta
O que a gente
sonha.
Vá em frente...



          Eu sempre tive a necessidade de pintar.
          Alguma coisa pede a pintura.
          Como se fosse meu remédio, minha religião, minha alegria.
          Meu bom amigo é meu Deus.
          Pinto quando estou feliz,  quando estou nervoso ou calmo.
          Não sei viver sem fazer arte.
 





    
       

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Sem causo

Esperei por algum tempo o reiniciar da máquina.
Tudo pronto e de acordo com ela.
Esperei o plug in, esperei.
Plug in por mim plugado e é nada.
Nada é nada, ou não é?

Vi dize pela tv, e até assisti um tal de sete anões.
Sete anões aqui do Brasi, não é daqueles do lado de lá, da princesa.
Pindorama, Pindorama, viva!
Eu vi um bucado de cores, mais de cem para calcular.
Que alegravam este povo, com as cores e o sorrisar.
Viva, viva!
E eu estou lá.
Se for me comunicar eu te peço para aguentar mais um pouquinho
Pois vou esperar a máquina de novo reiniciar
E vou fazer mais um plug in para depois comunicar.


Viva, viva João de Mira, Jorge e seu Juvená.
E os meninos nessa hora, no bar do Juarez está
Depois passa na venda de seu Antenor, do seu Sinhô, e de Nika.
E no bar de Tião vai relaxar.
Bebe uma , bebe duas e vai ter que ir do lado de lá.
Passa no bar de Beto, penúltimo gole a tomar
O último vai ser na ladeira descendo, indo para o ribeirão.
Depois do ribeirão só lá na casa de Val
Ali é o lugar do ajuntamento, da cultura popular.
Vem logo um violão e Val começa a cantar
Tem pandeiro, viola e a sanfona
E o resto não vou contar
Boa noite.



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Pitiko

   Pitiko é um filhote de sanhaço que passou uma temporada no ateliê, ele não conseguia voar.
   Sua mãe todo dia vinha dar comida em seu bico.
   Paciência e saudades.
   Piu Piti Pitiko








Por viver muitos anos dentro do mato
Moda ave
O menino pegou um olhar de pássaro -
Contraiu visão fontana.
Por forma que ele enxergava as coisas
Por igual
como os pássaros enxergam.

  


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pragas

   Gravatá, croa, flores exóticas , amarelas, violeta e magenta. Cordas resistentes para piar um cavalo, burro ou porco. Pendurar galinhas no pau d'arco.
    Biriba.
    Na lagoa de Mateus, no tempo das águas, casamento do rio com a lagoa, juntamento do tanque da nação, a florada dos umbuzeiros.
    Ribeirão da sucupira, da boa vista, do enxu , tempo de fartura, de piabas, traíras, tilápias, bagres, sapos e girinos, até chame xuga.
    As malvas, quiabentos, a fartura das chuvas e os bichinhos avoadores e o gravatazeiro.
    Brincadeiras no mato passo.
    E eu aqui deitado lembrando deste passado, memórias de criança.

Ensaio de ópera para a natureza


Lente da câmera distorcida
Meu olho é minha lente
Minha arte é livre de exploração
E quem me explora dá coceira no cuião
Minha arte é verdadeira, é tristeza e alegrão
É de fé e é de não.
Padre Cícero e Bastião.
Xito e Xororão.
São Cosme e São Damião
Iemanjá, Santa Bárbara e minha Aparecida querida.
Cipriano Souza

foto: Adão Pinheiro

  Minha vida igual ao do retirante Fabiano
  Viver de arte no Brasil é igual a um catingueiro que planta no pó
  E depois da colheita, vem o explorador se aproveitando da alta da safra
  No pó eles somem e na colheita aparecem igual praga
  Sem falar nas cercas.
  O que me salva é que existem os bons cabras
  Que amam a arte e respeitam o artista
  Eita desgrama!